enviado por Francilene Viana
Quem não viveu um amor de carnaval achando que era pra sempre? Parece que foi ontem, em plena ladeira da Carlos Gomes, precisando de fôlego para aguentar os Tambores da Liberdade do Trio Internacionais puxado pela musa Daniela Mercury, que avistei a pessoa mais alta entre a multidão e até aí não sabia que viveria um grande amor... Primeiro amor sem medo de ser feliz, onde a distância era o que menos importava (ele baiano e eu paraibana), embalados pela música 'Margarida', "Se voce se for..."
Em cada beijo a certeza que não nos separaríamos jamais. Um gostar puro, e até mesmo ingênuo, desafiando todas as circunstâncias que eram contra nossa união. Amar sem pensar no amanhã, sem pensar no próximo carnaval e nas lágrimas que derramaríamos por não termos sido fortes o suficiente para enfrentar as diversidades da vida, a distância e a nossa própria imaturidade, que se resumia no medo diante de tal sentimento que nos tomávamos a cada dia. O que me consolava e por ironia ao mesmo tempo deixava as lágrimas rolarem era Netinho puxando o Bloco Pinel e cantando: "Tristeza é coisa passageira, amor. É coisa passageira!".
O gosto desse carnaval hoje se traduz em saudade. Saudade essa boa de sentir e relembrar, como agora, através desse texto. Amor de carnaval bem que poderia ser pra sempre!
* Francilene Viana, 37 anos, psicóloga, advogada e foliã até hoje
giulianoribeiro
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