Circuito Cabeça Cara promove circulação de arte, memória e formação em Salvador

Por Assessoria de Comunicação
15/07/2026 19:45
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Projeto une oficina de teatro, cinema e roda de conversa para ampliar o acesso à produção artística negra e fortalecer o diálogo entre diferentes territórios da capital baiana
Cinema, teatro e formação artística se encontram em uma experiência gratuita que convida o público a refletir sobre memória, identidade negra, ancestralidade, território e comunidade. Nos dias 17 e 18 de julho , o Circuito Cabeça Cara realiza novas edições de sua circulação cultural em Salvador, levando oficina de teatro, exibição do curta-metragem Cabeça Cara – Ajeum? e bate-papo ao Centro de Teatro do Oprimido da Bahia (CTO-BA) , no Rio Vermelho, e ao CSU Valéria .

A circulação teve início no último dia 11 de julho, no Centro Cultural de Plataforma, onde reuniu moradores do Subúrbio Ferroviário em uma tarde de formação artística, cinema e troca de experiências. Agora, o projeto amplia esse percurso, fortalecendo o encontro entre artistas, comunidades e diferentes territórios da cidade.
Voltada para adolescentes, jovens e adultos, a programação aproxima diferentes linguagens artísticas em encontros que estimulam a criação coletiva e o diálogo. Em cada edição, as atividades começam às 14h, com uma oficina de teatro ministrada pelo artista, professor e psicólogo* João Caetano*. Às 17h, o público acompanha a exibição do curta, seguida de uma roda de conversa sobre o processo criativo da obra e os temas apresentados durante a atividade.

Criado por João Caetano, o Circuito integra a plataforma artística Cabeça Cara, dedicada à pesquisa em cinema, teatro, performance e intervenção urbana a partir das experiências negras contemporâneas. Ao reunir diferentes linguagens em espaços culturais e comunitários, a circulação amplia o acesso à produção artística independente e aproxima o público de narrativas que valorizam memória, ancestralidade, afetos e pertencimento produzidas a partir de diferentes territórios de Salvador.
Para João Caetano, a circulação também representa um reencontro com lugares que fazem parte da trajetória dos artistas envolvidos no projeto.
"Realizar o Circuito Cabeça Cara com esse itinerário é uma sensação muito grande de voltar para casa. Começamos por Plataforma, em um encontro que mobilizou uma presença muito forte e disponível de pessoas do Subúrbio Ferroviário. Agora seguimos para o Rio Vermelho e para Valéria, lugares que também fazem parte da minha trajetória e da trajetória do Coletivo Quilombayô e do projeto Notas Coloridas. A expectativa é encontrar presenças tão disponíveis e fortes quanto as que já tivemos."
Sobre o filme
Misturando ficção, performance e afrofabulação, o curta-metragem Cabeça Cara – Ajeum? acompanha a trajetória de um jovem negro que, ao reencontrar memórias ancestrais, descobre novos caminhos de pertencimento, liberdade e transformação. Durante esse percurso, surge Aiyra, persona construída a partir da arte drag como expressão de potência, imaginação e ancestralidade.
Mais do que contar uma história, o filme propõe novas possibilidades de representar as experiências negras, convidando o público a refletir sobre identidade, memória e futuros possíveis.
Arte, formação e participação
Mais do que uma sessão de cinema, o Circuito Cabeça Cara propõe uma experiência de criação coletiva. A oficina utiliza jogos teatrais, exercícios corporais e práticas inspiradas no Teatro do Oprimido, nos Teatros Negros e na Psicologia Preta para estimular a autoexpressão, fortalecer a escuta e refletir sobre as relações entre corpo, identidade e território. As atividades acolhem participantes com ou sem experiência artística, transformando o encontro em um espaço de experimentação, diálogo e descoberta.
Parcerias
O Circuito Cabeça Cara é realizado por João Caetano em parceria com instituições e iniciativas culturais comprometidas com a formação artística e o fortalecimento das redes culturais em diferentes territórios de Salvador.
Nesta etapa da circulação, o projeto conta com a parceria do Centro de Teatro do Oprimido da Bahia (CTO-BA), referência nacional na difusão da metodologia criada por Augusto Boal; do Coletivo Quilombayô e do projeto Notas Coloridas, que desenvolvem ações de formação artística, mobilização comunitária e valorização das culturas negras em Valéria — além de assinarem a direção musical do filme. A abertura da circulação, realizada no Centro Cultural de Plataforma, aconteceu em parceria com o Circuito Cultural Suburbano , plataforma de comunicação dedicada à valorização da arte, da cultura e do bem viver produzidos no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Em destaque
"Cabeça Cara não se resume a uma forma de nomear quem foi sentenciado à morte, à marginalização ou à falta de espaço na sociedade. Os alvos racistas não podem nos definir. Cabeça Cara somos nós: pessoas que conhecem o valor das próprias existências, conhecem a própria história, vivem a sua cultura e cultivam a ancestralidade. É nessa afirmação de potência, pertencimento e memória que o projeto se constrói."
João Caetano, idealizador do Circuito Cabeça Cara.
SERVIÇO
Circuito Cabeça Cara
Centro de Teatro do Oprimido da Bahia (CTO-BA)
17 de julho de 2026
Rua João Gomes, 43 – Rio Vermelho – Salvador
CSU Valéria
18 de julho de 2026
Rua B, Caminho 13, s/nº – Nova Brasília de Valéria (Conjunto Lagoa da Paixão)
Programação
14h – Oficina de Teatro
17h – Exibição do curta Cabeça Cara – Ajeum?
17h30 – Bate-papo com o público
Entrada gratuita
Inscrições para a oficina: https://forms.gle/RQdQKWwWUmnV1L9V8
As vagas para a oficina são limitadas. A exibição do filme e o bate-papo são gratuitos e abertos ao público, conforme a capacidade de cada espaço
Fotos Rebecca Santos