Criado por Wagner, Água para Todos inspirou programa nacional e seguiu com Rui e Jerônimo

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Criado por Wagner, Água para Todos inspirou programa nacional e seguiu com Rui e Jerônimo

Uma política criada na Bahia ganhou dimensão nacional. Lançado pelo então governador Jaques Wagner em 2007, o Água para Todos colocou a ampliação do acesso à água e ao saneamento entre as prioridades do governo estadual e inspirou a iniciativa federal instituída pela presidenta Dilma Rousseff em 2011. Na Bahia, o programa teve continuidade com Rui Costa e segue com entregas na gestão Jerônimo Rodrigues.

Ao assumir o governo, depois das administrações carlistas, Wagner encontrou comunidades do Semiárido onde a busca por água impunha uma rotina de esforço e privação. Segundo diagnóstico divulgado pelo governo em setembro de 2007, apenas 30% da população da região contava com abastecimento. Para muitas famílias, cozinhar, lavar roupas e tomar banho dependiam da água transportada por longas distâncias até suas casas.

O relato de Celeste Matos, de Lapão, mãe de seis filhos, retrata essa realidade. Em 2007, ela contou que precisava percorrer cinco quilômetros para buscar água e abastecer a família. Além do esforço para transportá-la, havia o problema da qualidade: “Além de ser ruim pra beber, a água era horrível até pra lavar roupa”. Era necessário reservar parte do que conseguia carregar para evitar que faltasse depois.

A criação do Água para Todos concretizou um compromisso assumido por Wagner ainda na eleição de 2006. O programa reuniu ligações domiciliares, cisternas, poços, barragens, adutoras e intervenções de saneamento. Entre 2007 e 2012, o governo estadual registrou 702 mil ligações de água, mais de três mil poços perfurados e 94 mil cisternas de consumo entregues. Segundo balanço da Casa Civil, mais de três milhões de pessoas já haviam sido beneficiadas com acesso à água.

Uma das principais obras dessa etapa foi a Adutora do São Francisco, inaugurada por Wagner em 2013 para abastecer a região de Irecê. Com investimento de aproximadamente R$ 182 milhões e 132 quilômetros de tubulação, a estrutura levou água do rio para uma região pressionada pela seca e pela queda do nível da Barragem de Mirorós. A obra ampliou as alternativas de abastecimento e reduziu a dependência de um reservatório vulnerável às estiagens.

Continuidade com Rui e Jerônimo

Com Rui Costa, a política prosseguiu com obras de ampliação dos sistemas de abastecimento. Em maio de 2022, o governador entregou a expansão do sistema integrado que atende Amélia Rodrigues, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Teodoro Sampaio e Terra Nova. O investimento foi de R$ 86 milhões, e os projetos inaugurados naquela ocasião beneficiavam mais de 108 mil habitantes da região.

A ampliação elevou a capacidade do sistema de 85 para 270 litros por segundo. Para os moradores, o resultado apareceu na torneira. Jocileide Malheiros, de Amélia Rodrigues, contou que antes precisava manter dois tanques em casa para enfrentar a falta de água. Após a intervenção, passou a receber abastecimento diariamente.

Na gestão Jerônimo Rodrigues, a CAR registrou 8.546 ações de acesso à água, com mais de R$ 70,8 milhões investidos em estruturas como cisternas, barragens e sistemas simplificados. A trajetória iniciada por Wagner alcançou comunidades nos 27 territórios de identidade da Bahia.

Fotos: Manu Dias