Dia Mundial do Rim: Exames laboratoriais ajudam a detectar precocemente doenças renais

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A dosagem de ureia e da creatinina são os principais meios de rastreamento da doença

Exames simples de sangue e urina, juntamente com uma avaliação clínica, são aliados importantes na identificação precoce de doenças renais. O biomédico Herbert William, cogestor do Sabin Diagnóstico e Saúde em Salvador, destaca que testes como a dosagem de ureia e creatinina e a análise de urina permitem avaliar o funcionamento dos rins e detectar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.

“Os exames de dosagem de ureia e creatinina são os principais meios de rastreamento das doenças renais. Quando os rins não funcionam adequadamente, essas substâncias se acumulam no sangue e podem ser identificadas nos resultados dos exames laboratoriais, permitindo que o médicoinvestigue possíveis alterações, aumentando, desta forma, as chances de controle e tratamento de uma possível doença”, explica.

A importância do diagnóstico precoce ganha mais evidência nesta quinta-feira, 12, quando é celebrado o Dia Mundial do Rim. A data foi criada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e a Federação Internacional de Fundações do Rim para ampliar a conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças renais. Além disso, a data evidencia o papel fundamental dos rins no organismo, uma vez que eles responsáveis por filtrar impurezas e toxinas do sangue, regular a quantidade de água no corpo, produzir hormônios essenciais, como a eritropoietina, renina e calcitrio, e ajudar no controle da pressão arterial.

Quando esse funcionamento é comprometido, surge a chamada doença renal, que se manifesta de forma aguda ou crônica. A doença renal aguda é caracterizada por uma queda súbita da função dos rins, geralmente reversível, causada por fatores como desidratação, excesso de diuréticos, obstruções, insuficiência cardíaca grave ou uso de medicamentos nefrotóxicos. Já a forma crônica ocorre de forma silenciosa e irreversível, podendo evoluir para insuficiência renal e exigir tratamentos mais complexos, como diálise ou transplante.

De acordo com Herbert, a recomendação é que a avaliação seja feita ao menos uma vez por ano ou conforme orientação médica. Em alguns casos, especialmente entre pessoas com fatores de risco ou diagnóstico já estabelecido, os exames podem ser solicitados com maior frequência para acompanhar a evolução do quadro.

Outro exame utilizado é o de urina, capaz de identificar infecções do trato urinário, alterações renais e até outras doenças sistêmicas. “Quando o exame de urina apresenta alterações, o médico pode solicitar avaliações complementares para identificar a causa do problema e definir o tratamento mais adequado para o paciente, evitando futuras complicações”, destaca o biomédico.

Sintomas

Um dos principais desafios das doenças renais, especialmente da forma crônica, é que os sintomas costumam surgir apenas em estágios mais avançados. Segundo o Ministério da Saúde, a evolução da DRC é assintomática, fazendo com que o diagnóstico seja feito de forma tardia. Entre os sinais que podem indicar alterações nos rins estão urina avermelhada ou espumosa, aumento da necessidade de urinar, fadiga, dificuldade de concentração, perda de apetite, anemia e alteração na pressão arterial, além de inchaço nas pernas, pés ou rosto.

Hábitos saudáveis

A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais estratégias para prevenir a doença renal crônica. Manter uma alimentação equilibrada, com baixo teor de sódio e açúcar e rica em frutas, verduras e grãos integrais, contribui para a saúde dos rins. Controlar a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue, evitar o consumo excessivo de álcool e não fumar também são medidas importantes.

É recomendado ainda manter uma boa hidratação, praticar atividades físicas regularmente, manter o peso adequado e realizar exames de rotina para acompanhar a função renal, especialmente para pessoas com histórico familiar de doenças renais, diabetes ou hipertensão.

Foto: Acervo Sabin