Pedro Barros conquista a medalha de prata no encerramento do skate na Olimpíada de Tóquio

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Pedro Barros conquista a medalha de prata no encerramento do skate na Olimpíada de Tóquio

O ouro ficou com o australiano Keegan Palmer e o bronze com Cory Juneau, dos Estados Unidos


No encerramento do skate nos Jogos de Tóquio, o Brasil conquistou mais um pódio com Pedro Barros. Ele ficou com a medalha de prata no skate park e ajudou o Brasil a subir ainda mais no quadro de medalhas da Olimpíada. O ouro ficou com o australiano Keegan Palmer e o bronze com Cory Juneau, dos Estados Unidos.

Na fase classificatória, os brasileiros deram um show e ficaram em três das quatro primeiras posições. Luizinho Francisco teve a melhor exibição e pontuou 84,31, passando na liderança para a final. Na sequência vieram o australiano Kieran Woolley (82,69) e os brasileiros Pedro Quintas (79,02) e Pedro Barros (77,14). Heimana Reynolds, dos Estados Unidos, era considerado um dos favoritos e ficou fora.

Na final de oito atletas, os skatistas ousaram mais e logo na primeira volta o australiano Keegan Palmer anotou 94,04, pegando a liderança com uma pontuação bem alta. Na última volta, ele ainda aumentou a vantagem e foi para 95,83. Pedro Barros conseguiu se garantir no pódio com uma boa volta (86,14) e na última volta Luizinho Francisco bateu na trave e terminou na quarta posição com 83,14, bem perto do 84,13 de Juneau.

Apesar da proibição de público, algumas dezenas de pessoas vibraram nas arquibancadas do Ariake Sports Park e fizeram muito barulho com os aéreos e manobras ousadas dos skatistas. Essas pessoas eram voluntários e membros de delegações que têm acesso às arenas de competição.

Já havia a expectativa de que o skate ajudaria o Brasil no quadro de medalhas. E com os pódios desta quinta-feira a modalidade chegou a três conquistas nos Jogos de Tóquio, se tornando um dos carros-chefe do Brasil no Japão.

A primeira medalha veio no street masculino, com Kelvin Hoefler, que garantiu a prata após ótimo desempenho. No dia seguinte, a adolescente Rayssa Leal, de apenas 13 anos, encantou o País com suas manobras ousadas e também ficou na segunda colocação. Só o park feminino não subiu ao pódio.


Por Paulo Favero, enviado especial/TÓQUIO | Estadão
Imagem: Internet