Prefeitura intensifica fiscalização no Parque Marinho da Barra e 64 embarcações são notificadas no Carnaval

Por Nilson Marinho / Secom PMS
17/02/2026 14:40
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Durante o Carnaval de Salvador, a Prefeitura intensificou a fiscalização no Parque Natural Municipal Marinho da Barra com o objetivo de proteger a biodiversidade local e preservar os naufrágios históricos existentes na área. A ação busca coibir o tráfego irregular de embarcações e, principalmente, a ancoragem, dentro do perímetro de proteção entre o Farol da Barra e o Forte de Santa Maria. Até o momento, 64 embarcações já foram notificadas.

O espaço é considerado o primeiro parque marinho municipal do Brasil. Para alertar os comandantes, boias ficam distribuídas em um perímetro de cerca de 300 mil m². Também há uma faixa de alerta no cais, de frente para o mar, com cerca de 50 metros, para chamar a atenção das embarcações e evitar a entrada no espaço protegido. A Capitania dos Portos, em parceria com a gestão municipal, fiscaliza a área e realiza abordagens quando o limite do perímetro de proteção é ultrapassado.

A presença de embarcações com fundeio não é permitida, já que a âncora pode causar danos aos corais e aos três naufrágios históricos existentes no local. O diretor de Sistemas de Áreas de Valor Ambiental e Cultural de Salvador (Savam) da Secis, João Resch, afirma que o maior fluxo de embarcações ocorre nos momentos de saída dos trios elétricos no Farol da Barra, quando lanchas tentam se aproximar da festa.

“É uma questão de sensibilidade, de atenção e de respeito ao local, que é uma área de conservação integral. Você tem três fundeios históricos ali que precisam ser preservados, então a gente precisa batalhar por isso”, lembrou.

De acordo com Ivan Euler, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), o parque conta com um conselho gestor formado por diversas instituições e organizações, responsáveis por desenvolver iniciativas contínuas de monitoramento e conscientização.
Ainda de acordo com o gestor, a fiscalização da área é reforçada durante o período do Carnaval, mas as ações de preservação ocorrem ao longo de todo o ano. Poucas atividades são permitidas, lembra Euler.
“O mergulho contemplativo, por exemplo, é permitido, mas sem pesca. Jogar lixo, de forma alguma. É uma área voltada para a contemplação, o que também é importante para o turismo, porque existe o turismo náutico em Salvador. Em determinados períodos do ano, a gente recebe as baleias. Então, também aproveitamos o Carnaval para falar do parque marinho e do turismo náutico como uma forma de fortalecer o turismo na cidade”, disse.
Fotos: Fernando Peixoto e Jefferson Peixoto / Secom PMS
Reportagem: Nilson Marinho / Secom PMS