Calor em Salvador pede atenção redobrada com o coração, orienta cardiologista

Por Assessoria de Comunicação
28/10/2026 21:32
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Os dias de calor intenso em Salvador exigem cuidados extras com a saúde do coração, especialmente para idosos, hipertensos e pessoas com doenças cardíacas. A orientação é do cardiologista André Durães, diretor técnico do Hospital Teresa de Lisieux, da Hapvida, que explica que o corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura estável, o que sobrecarrega o sistema cardiovascular.
“Para perder calor, o corpo dilata os vasos da pele e desvia para essa região uma fatia muito maior do sangue bombeado pelo coração. Para compensar, o coração bate mais rápido. Para quem tem um coração saudável, isso é bem tolerado. Em quem tem reserva cardíaca limitada, é exatamente aí que aparece a descompensação”, explica.
Segundo o cardiologista, a capital baiana tem um agravante: a umidade. “Com 80% de umidade relativa, a evaporação do suor, nosso principal mecanismo de perda de calor, fica muito menos eficiente. Isso significa que uma temperatura de 32 °C em um ambiente muito úmido pode representar mais riscos à saúde do que 36 °C em um ambiente seco.”, afirma.
Pessoas idosas acima de 65 anos estão entre as mais vulneráveis, porque sentem menos sede, suam menos e muitas vezes não percebem o próprio quadro. Hipertensos em tratamento, principalmente com diuréticos, e pessoas com insuficiência cardíaca, doença coronariana ou doenças das válvulas também precisam de cuidado redobrado.
Sede intensa, urina escura, dor de cabeça, cãibras e tontura ao levantar indicam desidratação. Palpitações, falta de ar, pressão muito alta ou muito baixa com sintomas, inchaço e desmaio pedem avaliação médica no mesmo dia. Confusão mental, pele muito quente e seca, dor no peito ou perda de consciência são sinais de emergência, e a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).
Cuidados no dia a dia
A hidratação deve começar antes da sede e a urina amarelo-clara é um bom indicador de que a reposição está adequada. Pacientes com insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, no entanto, precisam de orientação individualizada do médico. Atividades físicas devem ser evitadas entre 10h e 16h.
O cardiologista reforça que nenhum medicamento deve ser suspenso por conta própria. “É muito comum o paciente parar o anti-hipertensivo porque a pressão está baixa no calor, e isso é perigoso. Se houver tontura recorrente ou pressões persistentemente baixas com sintomas, a conduta é medir em casa e levar os registros ao médico”, orienta.
Para Durães, o tema precisa ganhar outro status. “O calor extremo hoje deve ser tratado como fator de risco cardiovascular, do mesmo modo que tratamos hipertensão e tabagismo. Não é desconforto sazonal, é exposição com consequência mensurável”, conclui.
Sobre o Grupo Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
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