Operação Eirene II: Wagner celebra sucesso da ação e diz que “lugar de marginal é na cadeia”

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O senador também defendeu a operação como exemplo de integração entre as polícias e uso de inteligência contra o crime organizado

 

O senador Jaques Wagner (PT) celebrou, nesta quarta-feira (16), o sucesso da Operação Eirene II, em entrevista à Rádio Extremo Sul FM, de Itamaraju. A ação, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia com as Polícias Militar, Civil e Federal, cumpriu 32 mandados de prisão preventiva contra um grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. “Eu sempre falo e vou repetir: lugar de marginal é na cadeia, para que as famílias e os trabalhadores possam ter mais tranquilidade”, afirmou.

Wagner enalteceu o modus operandi da operação, que prendeu suspeitos simultaneamente em quatro estados. Na Bahia, foram 21 mandados: nove em Jequié, seis em Vitória da Conquista, dois em Serrinha e um em Mutuípe, Laje, Ilhéus, Brumado e Salvador. A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens do grupo criminoso.

“O crime organizado hoje se vale da tecnologia para fraudar bancos, roubar pessoas e para fazer tráfico de armas. Se nós não usarmos inteligência, se não usarmos câmeras, se não usarmos tecnologia, como a gente usa na Bahia, nós não teremos sucesso nessa luta”, destacou o senador.

Para ele, a Eirene II é mais uma prévia do que deve acontecer caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada no Congresso Nacional, somando-se à Operação Carbono Oculto, outro exemplo de sucesso frequentemente citado por Wagner. “A PEC vai finalmente possibilitar ao presidente Lula que ele crie o Ministério da Segurança Pública. Nós precisamos fazer um trabalho integrado entre a Polícia Federal, as polícias estaduais e internacionais para estourar os esquemas do crime organizado”, explicou.

O senador previu o calendário de tramitação da proposta no Senado Federal e reforçou que a medida está cada vez mais perto de se tornar realidade. “Nós já aprovamos na Comissão de Constituição e Justiça. Depois do dia 4 de outubro, vamos trabalhar para que ela também seja aprovada no plenário do Senado.”

Crédito: Rafael Nunes