Reposição hormonal: especialista explica que terapia pode evitar uso de antidepressivos

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Reposição hormonal: especialista explica que terapia pode evitar uso de antidepressivos

Em entrevista à Band, o médico integrativo Avaí Neto ressaltou que a reposição hormonal adequada também pode conter a necessidade de uso de anti-inflamatórios e indutores de sono em mulheres no climatério e menopausa

A reposição hormonal tem ganhado destaque como alternativa terapêutica para mulheres na meia-idade, especialmente durante o climatério e a menopausa, fases marcadas pela queda dos níveis de estrogênio e progesterona. Em entrevista à Band, o médico integrativo Avaí Neto afirmou que muitos sintomas tratados com medicamentos convencionais podem, na verdade, estar relacionados ao déficit hormonal.

“Eu já peguei mulheres vindo pra mim, tomando anti-inflamatório, tomando remédio pra dormir, indutor de sono, e tomando antidepressivos. Esses três. Esses três sintomas são consequências da baixa estradiol e/ou progesterona”, declarou.

Segundo o especialista, a redução do estradiol e progesterona — primeiro hormônio que baixa já no climatério — está diretamente associada a alterações de humor, distúrbios do sono e até quadros inflamatórios. Estudos indicam que níveis baixos desse hormônio estão ligados a sintomas como irritabilidade, ansiedade, insônia e fadiga, além de impactos no bem-estar geral. Do ponto de vista científico, o estradiol e progesterona exercem papel relevante na regulação do humor e do sono, sendo associado à melhora de funções cognitivas e à redução de sintomas depressivos quando adequadamente reposto.

Avaí Neto reforça que o tratamento precisa ser individualizado, mas defende que a reposição hormonal pode atuar na raiz do problema.

“A mulher precisa de anti-inflamatório? Não. A mulher precisa de indutor de sono? Não. A mulher precisa de antidepressivo? Também não. O que a mulher precisa? Reposição de estradiol ou de uma progestina (hormônio sintético similar à progesterona)”, afirmou.

A literatura médica reconhece que a terapia hormonal é uma das estratégias mais eficazes para aliviar sintomas da menopausa, como alterações de humor e insônia, podendo inclusive potencializar a resposta a antidepressivos quando indicada corretamente.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a terapia de reposição hormonal deve ser conduzida com acompanhamento médico rigoroso, levando em conta fatores individuais e possíveis contraindicações. Ainda assim, o avanço das pesquisas reforça a importância de uma abordagem mais ampla sobre a saúde da mulher, considerando o papel central dos hormônios na qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

“A mulher precisa de anti-inflamatório? Não. A mulher precisa de indutor de sono? Não. A mulher precisa de antidepressivo? Também não. O que a mulher precisa? Reposição de estradiol ou de uma progestina (hormônio sintético similar à progesterona)”, afirmou.

A literatura médica reconhece que a terapia hormonal é uma das estratégias mais eficazes para aliviar sintomas da menopausa, como alterações de humor e insônia, podendo inclusive potencializar a resposta a antidepressivos quando indicada corretamente.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a terapia de reposição hormonal deve ser conduzida com acompanhamento médico rigoroso, levando em conta fatores individuais e possíveis contraindicações. Ainda assim, o avanço das pesquisas reforça a importância de uma abordagem mais ampla sobre a saúde da mulher, considerando o papel central dos hormônios na qualidade de vida ao longo do envelhecimento.